O Inmet (Instituto Nacional de Meteorologia) emitiu alerta vermelho, o mais alto nível de severidade, para acumulado de chuva em áreas do Sudeste até a próxima sexta-feira (27). O aviso classifica a situação como de “grande perigo”, com previsão de precipitações superiores a 60 milímetros por hora ou acima de 100 milímetros por dia.
Segundo o instituto, há risco elevado de grandes alagamentos, transbordamentos de rios e deslizamentos de encostas, especialmente em cidades com áreas vulneráveis. O alerta abrange regiões de Minas Gerais, Espírito Santo, Rio de Janeiro e São Paulo.
Em Minas, estão sob aviso regiões como Zona da Mata, região em que estão localizadas as cidades de Ubá e Juiz de Fora, onde as fortes chuvas que atingiram o estado de Minas Gerais deixaram, até o momento, 20 pessoas mortas. Vale do Rio Doce, Oeste de Minas, Sul e Sudoeste de Minas, Campo das Vertentes, Vale do Mucuri e a Região Metropolitana de Belo Horizonte.
No Espírito Santo, o alerta inclui as regiões Central, Noroeste, Sul e Litoral Norte capixaba.
No Rio de Janeiro, atinge áreas como a Metropolitana do Rio de Janeiro, Baixadas, Centro Fluminense, Norte e Noroeste Fluminense, Sul Fluminense e parte do Vale do Paraíba.
Em São Paulo, o aviso contempla a Região Metropolitana, o Vale do Paraíba Paulista e o Litoral Sul.
O Inmet orienta que, durante o período crítico, a população desligue aparelhos elétricos e o quadro geral de energia, observe possíveis alterações em encostas e permaneça em local abrigado. Em caso de inundação, a recomendação é proteger objetos pessoais com sacos plásticos para evitar danos.
O órgão reforça que novos comunicados podem ser emitidos a qualquer momento, conforme a evolução das condições meteorológicas.
Chuvas na Zona da Mata
As fortes chuvas que atingiram o estado de Minas Gerais deixaram, até o momento, 20 pessoas mortas. Em Juiz de Fora, no interior mineiro, as autoridades constataram 16 mortes em ocorrências ocasionadas pelos temporais. Em Ubá, cidade localizada nas proximidades, quatro pessoas morreram.
A informação foi confirmada à CNN Brasil pelo CBMMG (Corpo de Bombeiros Militar de Minas Gerais). De acordo com a corporação, ambas as cidades registram desaparecidos e desabrigados após a situação de calamidade.
A quantidade de vítimas ainda está sendo apurada pelas autoridades.
-
1 de 7A cidade de Juiz de Fora, no interior de Minas Gerais, entrou em estado de calamidade pública nesta terça-feira (24) após ser atingida por fortes chuvas • Prefeitura Juíz de Fora em Alerta/X
-
2 de 7Temporais provocoram deslizamentos de terra, enchentes, obstrução das vias e transbordamento do Rio Paraibuna • Prefeitura Juíz de Fora em Alerta/X
-
3 de 7Devido ao transbordamento do rio, mais de 40 chamados emergenciais foram registrados, envolvendo inundações, soterramentos, moradores ilhados e risco estrutural em encostas e áreas próximas ao leito do rio • Prefeitura Juíz de Fora em Alerta/X
-
-
4 de 7Até o momento, a prefeitura da cidade confirmou 14 mortes em ocorrências ocasionadas pelos temporais • Repodução/Prefeitura Juíz de Fora
-
5 de 7Segundo divulgado pelas autoridades, o volume acumulado de chuva chegou à marca de 584 milímetros, tornando fevereiro de 2026 o mês mais chuvoso já registrado na história do município • Reprodução/Prefeitura Juiz de Fora
-
6 de 7Em função da gravidade das chuvas, o Corpo de Bombeiros de Minas Gerais mobilizou, no início dessa madrugada (24), mais de 20 militares do Batalhão de Emergências Ambientais e Resposta a Desastres • Repodução/Prefeitura Juíz de Fora
-
-
7 de 7O Inmet (Instituto Nacional de Meteorologia) mantêm alertas de perigo para a região • Prefeitura Juíz de Fora em Alerta/X
Segundo a PMMG (Polícia Militar de Minas Gerais), a corporação segue atuando na operação de buscas aos desaparecidos, além da contenção e suporte do cenário de devastação.
A cidade registrou ainda 20 soterramentos, cerca de 440 desabrigados, além de diversos bairros terem ficado “ilhados”.
Chuvas mais fortes são efeito das mudanças climáticas? Entenda
